Assaltar casas, repartições para a verdade
A consumição pela beleza
A arte fresca da discoteca na represa no Este
Tenho o mar gigante para te dar
Desfaço/consumo as mais pequenas partículas para te ver
O amor tem aquela coisa de exacto, tem que ser aquela mulher
Tenho a mão para o sonho
A forma da esperança mais feminina
Convidem-me para uma vindima ou para a fornada do pão da tarde
Reparo que estou cercado de gaivotas
As palavras são seu voo picado
Escrevo quimicamente para os encontros
Há namorados que abanam com os versos como leques
Não tenho feitio para sofrer por nada
Aqueço-me na solidão com as mais silenciosas guitarradas
Acho que já vindimei o suficiente, o vinho do meu tio é o mais justo presente
Tenho para mim que devemos amar sempre
Perdoo tanto que perco o que ganho da arte
Escrevo, escrevo mas de miúdo que só conheço a arte da lavoura
Mas acho que a poesia pode segurar uma ponte antiga sobre um ribeiro
Há mesmo peixes que me encantam
As mulheres quando fulguro organicamente o meio natural
Sopro as velas pelo futuro pela mais pequenina esperança
Gostava de abrir regos de milho como a minha mãe me dispensa para as batatas
Sou útil para os namoros não serem só quimeras
Gosto de colher amoras das silvas nos muros da infância, sigo-te nos pombos correios
Francisco Carmelo, 9/2/11
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