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Poesia





Imagens
21Fev2011 16:47:08
Publicado por:

Aproxima-se dos frutos

Um rosto entre a paixão

Revela o segredo, envolve a cintura do silêncio

Adivinho o mar da tristeza

Aprofundo o fulgor da luz

Por vezes permito-me o infinito

Surpreendo-me a acariciar teclados como pianistas e papéis

Aceito a chamada do luar

Exilo-me na beleza dos sentimentos

Escorraço afanosamente a dor

Sou da felicidade mais completa

Há mar a mais no teu olhar

Se pudesse despedia o silêncio e a música alternadamente

Vejo-me a braços com a injustiça

Sofro por todo o género de pobres

Tenho-me endireitado da morte

Sossego sempre na beleza feminina

Tenho do ar uma noção amorosamente estranha

Sou vadio, sem qualquer arruaça, de compadrio

Já pouco me diz a solidão

Dar-me-ei  a qualquer puta

 Acho os rostos inexplicáveis

Reguei com gasolina dos sítios, a virgindade mais parada                                                                        

Aprofundo nomes no oásis líquido da poesia

Interesso-me por segredos

Um olhar pode explicar o mistério

Escrevo porque não tenho feitio para a solidão

Tens o tom dos portões antigos, ligeiramente rouge

Encontro o segredo depressa em ti

Escreve contra a secura do estio

Tenho nomes para as palavras, afilhadas das nabiças

Invento silêncios essenciais

Faço parte de às vezes ,da escrita não repetitiva

Vivo na esperança de te encontrar a lavar debruçada a roupa do rio

Tinha medo dos mergulhos das alturas, nunca subi ao penedo do sol à sacadinha

Corria a força das águas por baixo, na represa

Os amieiros ainda prolongavam mais os rios

Pressinto o silêncio, apaixonam-me os labirintos da beleza das mulheres

Tens rotas nas festas das colheitas

São um S. Miguel todas as minhas paixões

Sou uma prenda para o pecado

O que tenho a dizer é tão pouco que se afaste do amor

Queria ser uma promessa para o mar

Contribuis de todo para a história de arte

Contribuo para o irreparável da amizade

Tenho sorte em ter a beleza toda por perto

Estou uns furos acima da secura

É uma seca não ver a abelha mestra

O que inventas é pequeno para tamanha realidade

Convém ao sonho

Desperto para as flores

Faço compota  para entaramelar a poesia, entrar na tua toca bravia,

pago  o largo da humanidade, bocas foleiras para as solteiras,

andadeiras e outras que me preenchem completamente        

          

Francisco Carmelo, 11/2/11

 



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