Menu

Poesia












Homenagem ao Poeta




carmelo3.jpg


Francisco Carmelo dos Santos Vasconcelos


Felicidade | 21Fev2011

 

Dar-nos ao amor,

Afastar a imperfeição, as pequenas gralhas linguísticas, os versos trocados, as raivas

Ganhar-nos concha, forma na humanidade tão injusta

Partilho a promessa das ondas e das últimas bouças e soutos de Barcelos

Conheço-as a dedo e por elas tenho medo

Nidifico no infinito mais desvairado do pecado

Há olhares como filhos para os poemas

Pesco à linha dos seres como se fazia tranversal às pontes, horizontal à àgua

Árdua cana mete-se comigo contra o escuro

Fiz dela um abrigo seguro onde me aquecendo ao borralho

A vida é tricot, enxergas, limpidez do céu, talho e saraivadas de beleza

Preocupo-me que a poesia seja de boa fazenda, só nisso das vaidades

A vida vale pelas pessoas interessantes que conhecemos

Corro por um encontro

Ergo justamente a vossa formusura que nos escuta

A sério queria rachar de beleza o mar

Acho até insensato gostar tanto da vida que se despede

Tenho um bom vinho sempre à mão, para sentir  a profundidade do mistério

Acho a música clássica, que só ouço, no  maior ascetismo,  de uma beleza insuportável

Na minha cabeça ainda estão os chicos, os coelhos, os pintainhos,

as galinhas e a limpeza das manjedouras das vacas

Gosto da verdade das pessoas ,apanhar mato nas matas

A vida contar o infinito do romance

Queria contar a história da humanidade, ensinar a solução única do amor,

uma história bem contada, na fase espartiçada e rara, unidos na minha voz …

 e tu chegares eu ser o último a não ficar só, já cumpri a minha parte, é contigo      


 

Francisco Carmelo,10/2/11

 



A Banhos 162
A Banhos 162 | 21Fev2011

Felicidade
Felicidade | 21Fev2011

Imagens
Imagens | 21Fev2011

Resumos
Resumos | 21Fev2011